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CARAPICUÍBA

 

 fica situada nas proximidades da Capital do Estado de São Paulo, a noroeste da Capital, a aproximadamente, 23 km da Praça da Sé - Marco Zero - e pertence a 1ª Região Administrativa da Grande São Paulo.

  • POPULAÇÃO DE APROXIMADAMENTE: 500.000 habitantes
  • ELEITORES : 208.368 (Dados fornecidos pelo Cartório Eleitoral)
  • AGÊNCIAS BANCÁRIAS: 08
  • ESCOLAS ESTADUAIS: 58
  • ALUNOS MATRICULADOS: 85.433
  • CRECHES: 06
  • DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 9.546 hab/km²
  • EXTENSÃO DO MUNICÍPIO: 34 KM²
  • EXTENSÃO DA REDE DE ÁGUA: 453.453m
  • EXTENSÃO DA REDE DE ESGOTO: 86.326m
  • CONSUMO DE ENERGIA: 1,18 Mwh/hab
  • MORTALIDADE INFANTIL : 17,82%
  • ALTITUDE: 717 metros
  • POSIÇÃO GEOGRÁFICA: LATITUDE 23º - 36º Sul LONGITUDE 45º - 55º Oeste
  • CLIMA: Frio e seco

Como parte integrante da geografia de CARAPICUÏBA temos a Lagoa, antigo Porto de Areia. CARAPICUÍBA compartilha com Barueri uma área de várzea da planície, onde ficava o antigo leito do rio Tietê, que no passado era formado por muitos meandros, pois o limite entre esses municípios é justamente esse antigo leito. Conhecido como Porto de Areia de CARAPICUÍBA, 70% desta área pertence à Barueri, ficando CARAPICUÍBA com a área restante. Neste local no final da década de 40 do século XIX, começou a ser explorada a areia, cujo depósito foi formado num passado geológico onde foram depositados areia, cascalho e argila, formando no local um grande depósito de areia, que com o advento da industrialização no início do século XX, a construção civil toma corpo e passa a se utilizar dessa matéria prima para encorpar a argamassa, dar liga e durabilidade à estrutura da construção. Com isso a extração passa a ser tamanha, provocando o aprofundamento e aumentando a cava transformando-a num grande `Buracão`. A exploração deste veio de areia continua até os dias de hoje na área que pertence ao município de Barueri. Para se ter a dimensão da profundidade deste local, na década de 60 o buraco ali formado era tamanho, que serviu como cenário de trechos do filme brasileiro chamado `Roberto Carlos em Ritmo de Aventura`, porém, nesta mesma década houve um empreendimento do Governo Estadual para a retificação do rio Tietê, com as explosões para o desvio e aprofundamento do terreno onde iria passar o novo curso do rio, houve o rompimento de barreira que separava o rio da cava, provocando a invasão das águas para dentro da mesma, encobrindo tudo que existia lá embaixo, como maquinários, caminhões e casas que serviam como escritórios das mineradoras, transformando o local num grande e profundo lago. Mesmo diante deste fato, a extração continuou através de maquinários que dragam areia através das águas. Nos dias de hoje este grande lago é conhecido como `A Lagoa de CARAPICUÍBA`, tendo aproximadamente 800 m de largura por 1000 m de comprimento, tomando praticamente toda a parte norte da cidade de CARAPICUÍBA.

Por ela passam oito mil litros de esgoto por segundo, que saem de vários bairros das zonas sul, oeste e central de São Paulo e percorrem uma tubulação 9,5 km até Barueri. Na estação, o esgoto é tratado e volta para o rio Tietê. Para os técnicos da Sabesp a situação chegou ao limite. A empresa tem um estudo que mostra que já há vários pontos críticos e se a extração não parar a estrutura da tubulação pode ficar gravemente abalada, podendo até se romper. Se isso acontecer será um desastre. A água vai invadir a tubulação, fazendo uma enorme pressão. Segundos depois, vai chegar à estação de tratamento de Barueri que vai ser inundada com a água do esgoto. Nesse caso toda a estrutura da estação vai ser danificada para sempre. Além disso, com a represa vazia todas as construções em volta podem desmoronar para a lagoa, que estará vazia. Uma liminar proibiu o funcionamento das mineradoras que atuavam na área. Atualmente, as margens da lagoa do lado de CARAPICUÏBA foram aterradas e em suas margens plantada grama e é parte de um grande projeto de reurbanização da região central de CARAPÍCUÏBA, implantado pelo Prefeito Fuad, que se comporá de prédios para abrigar todas as Secretarias, prédio da Câmara dos Vereadores, estacionamentos, etc.

Fazendo também parte integrante da geografia de CARAPICUIBA, durante muitos anos (23 anos exatamente) o lixão fez parte da paisagem geográfica da cidade. Com o seu fim, acaba também o estigma do município e da população que tinham que conviver com o mau cheiro e visão nada agradável de seu lixão. Essa área que durante 23 anos arranhou a imagem da cidade será transformada em parque aquático. Desde que foi desativado em abril de 2001, o lixão de CARAPICUÍBA deixou de ser o grande problema na vida dos cidadãos que residem próximos ao local. Mas o encerramento das atividades dificultou a vida de quem vivia do lixo, pois, como afirmam, seus ganhos serão menores. O lixão , que por um longo período contribuiu para a degradação da imagem de CARAPICUÍBA, originou-se há cerca de 23 anos, quando um desvio na calha do rio Tietê propiciou uma vala de 5 metros de profundidade. Nela, passaram a ser depositados todo o lixo do município e de municípios vizinhos. Até o fechamento da área de 130 mil metros quadrados, o local suportou uma camada de 12 metros de altura acima do nível do solo. De acordo com o vice-prefeito e secretário de Obras da cidade, Paulo Celegato, antes o lixo era despejado em uma área da Vila Menck, desativada quando a coleta passou a ser descarregada às margens da lagoa de CARAPICUÍBA. O espaço não foi transformado em aterro sanitário porque não havia áreas suficientes para empréstimo e aterro, as quais tornariam viável uma intercalação de camadas de lixo e terra, desde o começo, implicava em gastos fora das possibilidades financeiras do município, declarou Paulo Celegato. Ao longo de todos esses anos o lixão abrigou mais de 900 mil toneladas de resíduos. Com a desativação, cerca de 200 toneladas diárias de lixo estão sendo depositadas no aterro sanitário da Pajoan em Itaquaquecetuba. Celegato afirma que hoje a cidade não dispõe de área para receber o lixo gerado. `O município está totalmente urbanizado e, segundo normas da CETESB (Companhia de Tecnologia e de Saneamento Ambiental), não é permitido haver aterros sanitários em um raio inferior a nove quilômetros de distância da cidade.` A desativação do lixão da cidade só aconteceu depois de a prefeitura receber uma verba da FUMEFI (Fundo Metropolitano de Financiamento).

Foram mais de 23 anos de desconforto e problemas de saúde para milhares de moradores das regiões próximas ao lixão. Segundo informações contidas no Inventário de Resíduos Sólidos da Cetesb, aproximadamente 3 mil catadores trabalham em lixões na Grande São Paulo. Desse total, 643 são menores de 14 anos. Os residentes em CARAPICUÍBA eram em número de 150, sendo 53 menores. Para estes, com a desativação do lixão, o governo estadual prometeu, caso estejam na escola, uma verba mensal de R$ 40. Os adultos foram quase todos inseridos na frente de trabalho da prefeitura de CARAPICUÍBA, recebendo salário mensal, uma cesta básica e vale transporte.

 

 

 

 

Emancipação

Emancipação política

Ainda em 1948, CARAPICUÍBA foi elevada a categoria de Distrito de Paz, sendo desanexada do Município de Cotia, ao qual pertencia desde 1856, quando deixou de pertencer ao Município de São Paulo, que ainda reteve parte das terras, hoje atual Cohab. Mais tarde, em 1949, integrou-se ao recém criado Município de Barueri, como um de seus distritos.

Ocorreram eleições e alguns homens de CARAPICUÍBA foram votados para exercerem o cargo de vereadores na Câmara de Barueri, sem remuneração, pois naquele tempo os vereadores não recebiam pagas pelo seu trabalho.

Em 1957 João Acácio de Almeida foi eleito prefeito de Barueri e de 1961 a 1965 outro cidadão de CARAPICUÍBA - Carlos Capriotti - estava a frente daquele executivo.

Durante este penúltimo período se desenvolveu a batalha pela emancipação de CARAPICUÍBA, que até então era incorporada a Santana de Parnaíba e Barueri, tendo, afinal, conquistado em fevereiro de 1964, pela Lei nº 8.092, sua emancipação, tornando-se Município em 26 de março de 1965.

Os moradores levantaram um pequeno monumento em homenagem aos emancipadores, o qual encontra-se à Av. Miriam, no Centro de CARAPICUÍBA. É modesto, mas significativo. É um pleito de gratidão pelos homens que lutaram pela autonomia.

 

Emancipação política

Ainda em 1948, CARAPICUÍBA foi elevada a categoria de Distrito de Paz, sendo desanexada do Município de Cotia, ao qual pertencia desde 1856, quando deixou de pertencer ao Município de São Paulo, que ainda reteve parte das terras, hoje atual Cohab. Mais tarde, em 1949, integrou-se ao recém criado Município de Barueri, como um de seus distritos.

Ocorreram eleições e alguns homens de CARAPICUÍBA foram votados para exercerem o cargo de vereadores na Câmara de Barueri, sem remuneração, pois naquele tempo os vereadores não recebiam pagas pelo seu trabalho.

Em 1957 João Acácio de Almeida foi eleito prefeito de Barueri e de 1961 a 1965 outro cidadão de CARAPICUÍBA - Carlos Capriotti - estava a frente daquele executivo.

Durante este penúltimo período se desenvolveu a batalha pela emancipação de CARAPICUÍBA, que até então era incorporada a Santana de Parnaíba e Barueri, tendo, afinal, conquistado em fevereiro de 1964, pela Lei nº 8.092, sua emancipação, tornando-se Município em 26 de março de 1965.

Os moradores levantaram um pequeno monumento em homenagem aos emancipadores, o qual encontra-se à Av. Miriam, no Centro de CARAPICUÍBA. É modesto, mas significativo. É um pleito de gratidão pelos homens que lutaram pela autonomia


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